Pular para o conteúdo principal

ESTADOS UNIDOS Líderes militares condenam "insurreição" nos EUA

 

ESTADOS UNIDOS

Líderes militares condenam "insurreição" nos EUA

Maior autoridade militar do país, Estado-Maior Conjunto sai em defesa da Constituição e condena invasão do Capitólio por apoiadores de Trump. Presidente é alvo de pedido de impeachment por "incitar insurreição".

    
Invasão do Capitólio

Invasão do Capitólio por apoiadores de Trump em 6 de janeiro resultou em cinco mortes

O Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, a maior autoridade militar do país, divulgou uma declaração nesta terça-feira (12/01) condenando os atos de violência durante a invasão do Capitólio por apoiadores do presidente Donald Trump ocorrida na semana passada.

No texto, os líderes de todas as corporações militares do país, juntamente com o general de mais alta patente dos EUA, Mark Milley, chefe do Estado-Maior Conjunto, afirmam que os incidentes do dia 6 de janeiro em Washington são "incompatíveis com o Estado de direito".

"Os direitos de liberdade de expressão e de reunião não dão a ninguém o direito de recorrer à violência, sedição e insurreição", diz a declaração.

Os comandantes ressaltaram que quaisquer tentativas de "perturbação à ordem constitucional" não estariam apenas em contradição com as tradições e valores do país, "mas também são contra a lei".

General Mark Milley, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA

General Mark Milley, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA

O documento reconheceu a vitória do democrata Joe Biden na eleições presidenciais de novembro, o que Trump insistiu em contestar com base em alegações não comprovadas de fraude. "No dia 20 de janeiro de 2021, em pleno acordo com a Constituição [...] o presidente eleito Biden tomará posse e se tornará nosso 46º comandante em chefe."

Os líderes militares pediram aos homens e mulheres que servem às Forças Armadas que se mantenham focados na missão de salvaguardar o país. "Honramos seu serviço contínuo na defesa de cada americano", diz a declaração.

Alguns militares veteranos participaram da invasão do Capitólio, a sede do Congresso americano, incluindo uma mulher que foi baleada e morta pela polícia, mas o texto não fez referência a isso.

Temores de violência armada na posse de Biden

Autoridades de segurança e a Guarda Nacional preparam as estratégias de segurança para o dia da posse de Biden, em meio a temores de que apoiadores armados de Trump possam realizar novos atos de violência na capital e em outros pontos do país.

As Forças Armadas não participarão das operações de segurança. Entretanto, relatos na imprensa americana afirmam que o Serviço Secreto trabalha em conjunto com os militares para averiguar a necessidade de verificar os antecedentes dos soldados que farão parte da Guarda Nacional, responsável pela proteção de Biden no dia da posse.

Segundo impeachment de Trump

Trump é alvo de um pedido de impeachment apresentado pela oposição democrata na Câmara dos Representantes. Ele é acusado de "incitar insurreição" ao convocar seus apoiadores a atacar a sede do Congresso americano.

A Câmara votou na noite desta terça por pedir formalmente ao vice-presidente, Mike Pence, que use a 25ª Emenda, que declara Trump incapaz para o cargo, para afastar imediatamente o presidente. Pence rejeitou a ideia antes mesmo do início do debate, abrindo caminho para os deputados seguirem adiante com o processo de impeachment nesta quarta-feira.

Os democratas se dizem convencidos de que, ao contrário do que aconteceu no primeiro processo de destituição de Trump, no início de 2020, desta vez, republicanos na Câmara dos Representantes e no Senado também apoiarão a remoção do presidente do seu cargo. 

Se o Senado aprovar a destituição, o presidente perde os seus poderes de imediato. Ele será substituído pelo vice-presidente até a tomada de posse de Biden. O Senado poderia subsequentemente votar se deve impedir Trump de concorrer a cargos políticos.

RC/dpa/ap/rtr

Postagem recebida do site DW Made for Minds:

https://www.dw.com/pt-br/l%C3%ADderes-militares-condenam-insurrei%C3%A7%C3%A3o-nos-eua/a-56210812?maca=bra-newsletter_br_Destaques-2362-xml-newsletter&r=57178721505089869&lid=1725069&pm_ln=71998

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A desigualdade brasileira vista do alto em imagens impressionantes

  A desigualdade brasileira vista do alto em imagens impressionantes Para fotógrafo premiado Johnny Miller, país se desviou do caminho para reduzir disparidade de renda. Por BBC 16/12/2020 08h00    Atualizado  há uma hora Imagem aérea do Guarujá; fotógrafo Johnny Miller está no Brasil desde outubro — Foto: JOHNNY MILLER / UNEQUAL SCENES Tudo começou em 2016, quando uma foto tirada pelo americano Johnny Miller na Cidade do Cabo, na África do Sul, viralizou nas redes sociais e ganhou destaque na imprensa. A imagem, produzida com o uso de um drone, mostrava o impressionante contraste entre a vizinhança rica e branca de Lake Michelle, formada por mansões milionárias à beira de um lago, e a comunidade pobre e negra de Masiphumelele, onde 38 mil pessoas vivem em barracos e se estima que até 35% da população esteja infectada com HIV ou tuberculose. A partir da atenção gerada por essa fotografia, Miller criou o projeto "Unequal Scenes" (Cenas Desiguais) e já viajou para oito...

A proposta da UE que pode revolucionar a internet

  A proposta da UE que pode revolucionar a internet Comissão Europeia apresenta projeto para modernizar legislação do bloco sobre mercado digital. Novas regras restringem o poder de gigantes como Facebook e Google e preveem multas de até 10% do faturamento das empresas.         Nova legislação pretende restringir o poder de mercado de grandes empresas digitais Margrethe Vestager tem uma reputação que vai além de Bruxelas: precisamente porque a dinamarquesa enfrenta os gigantes da tecnologia. Como comissária da União Europeia (UE) para a Concorrência, ela impôs multas de milhões ou até bilhões contra Google e Facebook. Nada que tenha mudado as práticas dessas empresas. Entretanto, Vestager foi promovida para o cargo de vice-presidente executiva da Comissão Europeia com o objetivo de promover "Uma Europa Preparada para a Era Digital", como diz o próprio nome do departamento. Nessa função, ela e o francês Thierry Breton, comissário da UE para o Mercado Interno...

Estudo sobre a dinâmica de dunas ajudará a compreender a formação do relevo de Marte

  Estudo sobre a dinâmica de dunas ajudará a compreender a formação do relevo de Marte 16 de dezembro de 2020 Modelo feito a partir de mais de 120 ensaios com dunas de até 10 centímetros também vale para as dunas quilométricas da superfície marciana, que levam mais de mil anos para interagir ( imagem: arquivo do pesquisador ) José Tadeu Arantes  |  Agência FAPESP  – Barcanas são dunas de areia em forma de lua crescente ou de croissant, cujas extremidades apontam no sentido do escoamento do fluido. Podem aparecer em diversos ambientes, do interior de tubulações de água e fundos de rio, onde apresentam tamanhos de até 10 centímetros, nos desertos terrestres, onde excedem 100 metros, na superfície de Marte, onde alcançam extensões de um quilômetro ou mais. Acompanhando a escala de tamanho, há também uma escala de tempo para formação e interação dessas dunas. As ordens de grandeza vão do minuto, para as barcanas pequenas do meio aquático; ao ano, para as de porte médio d...